
Fernandinho
Existe um lado bom(?!) da pirataria, se é que pirataria tem lado bom, mas o que eu quero dizer é o seguinte: é sobre uma conseqüência boa da pirataria; o aumento do número de shows ao vivo no interior do Brasil; antigamente, no tempo do Long Play, quando as fitas K-7 eram bem ruizjnhas, os artistas seculares e do seguimento gospel, faziam poucas turnês, faziam até cinco ou seis shows por ano, e isso quando havia empresários para isso.
A grana advinda da venda de LPs, e direitos autorais era o suficiente para deixar os artistas um bom tempo em casa, só recebendo seus proventos, é bem certo que gravadoras levavam uma boa parte disso, mas antes do CD, do VCD e do MP3, quase não havia pirataria, a primeira que houve num escala um pouco maior era as do cassete, mas a qualidade sofrível e o peso das fitas não dava muito crescimento ao setor.
Com a pirataria do CD que ninguém consegue controlar, é terrível, os artistas agora fazem três vezes mais shows que antigamente, só assim os talentos são realmente provados e aprovados, que não é só truque de estúdio o que está nos CDs. Fui num Show do Fernandinho, cantor gospel muito conhecido e também muito pirateado; eu passei a meditar numa coisa, pensei: __”Esses R$ 15, 00 (quinze reais) que estou pagando é o valor do CD que deixou de ser vendido por vias legais”. É isso. Os artistas pra faturar com sua arte precisam fazer muitos shows por ano, é bom porque os fãs e admiradores podem assistir ao vivo, interagir de perto. O Levita Fernandinho esteve em Redenção no sábado dia 15 de maio, no domingo esteve no “Louvor Norte” em Belém, foi se apresentar na outra semana em Castanhal, cidade próxima a Belém. A banda Calypso de Chimbinha e Joelma estiveram em aniversários de cidade e em exposições agropecuárias aqui no Pará e em outros estados vizinhos.
Pra conseguir fazer algum dinheiro com música, só shows, pois a pirataria deuj essa boa conseqüência e o preço que se para pelo show, é o CD que se deixou de comprar.
Autor:
Pedro Paulo
+de+Escudo+-+caraj%C3%A1s.png)

